Coitado do secretário

Deu uma certa pena do secretário José Beltrame, na matéria de ontem do Globo. Gaúcho, criado numa sociedade com ethos de solidariedade forjado no minifundio, ele acreditava que a elite carioca teria a mesma visão do mundo. Não tem, secretário. Apesar de o senhor achar que a sociedade carioca não quer um cinturão de policiais cercando as favelas, como numa apartheid tropical, é precisamente o que ela deseja e sempre desejou.

Como o secretário parece ser um cara que gosta de ação, aqui vão aqui duas sugestões para seguir na luta:

1. Ler “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida. Ok, não é lá uma ação muito arrojada, mas o senhor verá nesse clássico da literatura nacional (ou reverá, com outros olhos, caso já o tenha lido) não só a alma da elite carioca, como a da sua polícia. “República dos bugres”, de Ruy Tapioca, também é muito recomendável;

2. Ordenar aos comandantes das UPPs que juntasse os líderes comunitários e fossem bater às portas das empresas e outras instituições da região onde se encontram as unidades. Nas reuniões, deixar bem claro que espera que esse pessoal se coce e comece a ajudar de maneira prática. Se não… De repente, com essa arma metafórica apontada para a cabeça, talvez esse povo se mexa e passe do lamento sobre a “cidade partida” para a ação de acabar com essa situação.

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2 comentários sobre “Coitado do secretário

  1. Off-topic: E a chamada do JN “Pepinos assassinos fazem mais vítimas na Europa?” COMO ASSIM?

    • Não vi essa! Hahahaha!!! Vai ver que é um novo grupo alemão que imitam os Mamonas Assassinas. Conhece, Luana? Hahahaha!

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