Lembrando o básico

No domingo passado, O Globo publicou que, no dia 1º de março, entrariam em vigor novas normas para beneficiar os clientes de cartões de crédito. Anteontem, o jornal publicou este desmentido envergonhado, no meio de uma materinha, escondida no cantinho da página 31:

IDEC enrola O Globo

Do caso, ficam duas lições:

1. Tem que se ouvir pelo menos duas fontes em qualquer matéria;
2. ONGs não são santas. Elas precisam pagar as contas como todo mundo e uma forma de obter financiamento é estar em evidência de maneira combativa, a fim de angariar simpatizantes contribuintes e/ou financiandores. Assim sendo, elas têm interesses e um discurso ideológico como qualquer instituição e bom jornalista desconfia de qualquer discurso, inclusive do seu.

o domingo passado, O Globo publicou que, no dia 1º de março, entrariam em vigor novas normas para beneficiar os clientes de cartões de crédito. Anteontem, o jornal publicou este desmentido envergonhado, no meio de uma materinha, escondida no cantinho da página 31: 

Do caso, ficam duas lições:

1. Tem que se ouvir pelo menos duas fontes em qualquer matéria;
2. ONGs não são santas. Elas precisam pagar as contas como todo mundo e uma forma de obter financiamento é estar em evidência de maneira combativa, a fim de angariar simpatizantes contribuintes e/ou financiandores. Assim sendo, elas têm interesses e um discurso ideológico como qualquer instituição e bom jornalista desconfia de qualquer discurso, inclusive do seu.Foi daqueles jogos em que não deu nem para torcer. Desde o início, fiquei esperando o momento em que o Amex faria o primeiro gol. Até que demorou muito – uma prova de que o time deles não é lá essas coisas -, mas, no fim, deu a lógica do futebol: quem ataca mais, tem mais chance de vencer. Agora, só milagre para não ficarmos de fora da Libertadores já na primeira volta. Do jeito que está,  vai ser difícil até não repetir 1985, quando não ganhamos nenhum jogo.

Entramos já com o peso da vitória do Argentinos Juniors, que só o pessoal da Globo achou bom resultado. Tínhamos que não perder, pois a derrota nos afastaria completamente das duas primeiras vagas. Assim, o time começou lá atrás, à espera de um sufoco, que acabou não vindo. O Amex até tentava, mas não sabe sufocar bem e o grande campo do Azteca também impede essa tentativa. Eles só chegaram mais perto, e assim mesmo com tiros de longe, após os 30 minutos porque nós lhes devolvíamos a bola, presente em geral entregue por Ruim Man e Concamonga. No todo, porém, não estivemos perto de sermos derrotados, mas ainda mais longe de sequer fazer um golzinho.

O segundo tempo começou como replay do primeiro  – ficávamos trançando bola no ataque e eles tentavam chutes de longe. Por volta dos 20, o técnico deles resolveu partir para o tudo ou nada e passou a empilhar atacantes. Também não estava dando muito certo, mas, numa jogada em que Concamonga exercitou uma de suas características, os caras entraram tocando pelo meio e marcaram. Muricy perdeu a paciência com a falta de disposição do argentino-paraguaio e pôs Araújo. O time ganhou um pouco de velocidade, mas só ameaçou mesmo em chutes de fora da área de Ruim Man, que foram facilmente defendido pelo goleiro fashion com facilidade porque as bolas foram em cima dele.

Assim, vamos nos despedindo melancolicamente da Libertadores. Podemos escapar? Podemos, mas temos que vencer os três jogos e ainda torcer para que o Amex perca para Nacional (fora) e não vença o AJ em casa. Mais fácil do que escapar da Segundona em 2009? Pode ser, mas agora não vejo a mesma vibração e valentia daquela campanha. Tenho a convicção de que vamos ter que voltar mesmo ao rame-rame do Estadual (já em má posição) e nos preparar para a campanha do Brasileiro, a qual, se demitirem o Muricy e mantiverem as coisas como estão no departamento de futebol, será novamente uma luta insone contra o rebaixamento.

BERNA: Três defesas muito boas, evitando um resultado pior.

DIGÃO: Deu condições ao cara para fazer o gol, mas jogou com firmeza. SOUZA nada acrescentou.
GUM: Andou escorregando, mas não comprometeu.
LEUSÉBIO: As domingadas de sempre no início, mas depois firmou-se, jogando sério.

MARIANO: Sempre muito preso à marcação, quando ia ao ataque era pouco usado, e quando o foi, errou mais do que acertou.
VALÊNCIA: Foi sair e o sistema de defesa desmoronar, pois marcava bem o Montenegro. EDINHO já é lento ao nível do mar, imagina em cima do morro. Foi facilmente batido no lance do gol, mas não foi o único culpado.
DIGUINHO: A luta, a boa atuação de sempre na defesa e os erros de sempre nos passes.
CONCA: Sua (não) participação no gol força um comentário que não queria fazer. Tem o hábito de, em lances com dividida próximos à nossa área, desistir da jogada e deixar o atacante partir tranquilamente com a bola dominada pra cima dos zagueiros. Lembra o 3 a 3 do ano passado contra o Inominável, quando a vítima foi o Gum? Ontem foi o Edinho. Por isso a bronca histérica do Berna após o gol e a ida mais cedo pro chuveiro. ARAÚJO deu um pouco mais de velocidade ao ataque, mas nada fora do comum.
TARTÁ: Até foi bem na marcação, mas na frente apresentou pouco.
CARLINHOS: Deu um belo chute no início do segundo tempo e só.

RUIM MAN: Só sabe botar a bola pra dentro do gol de cabeça. É inútil num jogo em que o time precisa de contra-ataques velozes. Jogador para a hora do sufoco e só.

MURICY: Tem realmente um problema com campeonatos curtos e/ou de mata-mata. Seus times primam pela consistência nos resultados em campeonato longos, o que não é estilo da Libertadores. Armou a equipe para não perder e tentar ganhar no contra-ataque. O problema é que escalou Ruim Man para isso, o que claramente não daria certo. Está sendo deixado na mão por Concamonga, mas não se pode dizer que isso é uma surpresa. Aliás, pode se preparar para ser crucificado por 90% da torcida, que acha o argentinito o “herdeiro desconhecido” do Maradona.

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