O micro-ondas da Folha

A Folha de São Paulo ainda me mata de susto. Esse é um título do caderno Dinheiro de ontem (estou postando pouco depois da meia-noite, como você pode ver aí em cima):

O "esquenta" da Folha

O absurdo é óbvio, mas me fez ler a matéria. Nela, descobre-se que aquela seria a quantia máxima a ser paga a mais por todas as unidades consumidoras do país (casas, fábricas, escritórios, aeroportos etc), juntas, no período de um ano, para que o pessoal que mora na região Norte do país possa ter luz em casa como nós, do Sul Maravilha.

Bom, aí fiquei curioso e fui ver quanto eu teria que casar a mais do que já faço hoje por esse rachuncho, que, aliás, inclui o pessoal do Norte também. Googlei e, antes que alguém dissesse cucamonga, descobri, no site da Aneel, que, até outubro do ano passado, havia 68,6 milhões de unidades consumidoras no Brasil (aqui). Tirando os cerca de 22,5  milhões de lares que têm direito à tarifa social (aqui) e são subsidiados, cheguei a 46,1 milhões unidades consumidoras. Peguei, então, minha máquina de calcular e, usando o valor de R$ 1 bilhão trombeteado pela Folha, descobri que o valor a ser desembolsado por cada unidade, por ano, é de R$ 21,69 – o qual, dividido pelos 12 meses do ano, dá a quantia de R$ 1,80 por mês, ou seja, menos de um café expresso a cada 30 dias. Uma grana que, vamos admitir, não é nada escandalosa e, portanto, não dá um título estilo Folha de São Paulo.

Ah! Hoje, cada unidade consumidora paga R$ 86,77 por ano, ou seja R$ 7,23 mensais, o equivalente a uns três expressos por mês.

Um comentário sobre “O micro-ondas da Folha

  1. Pingback: Tweets that mention O micro-ondas da Folha « Coleguinhas, uni-vos! -- Topsy.com

Os comentários estão desativados.