Um passo atrás, para dar dois à frente

Bom recuo estratégico do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao dizer que o novo marco regulatório da mídia não abrangerá os veículos impressos. É que estes não têm nenhuma relação institucional com o Estado, ao contrário de rádio e TV, que são concessões públicas, algo sempre convenientemente esquecido. Assim, ao buscar a regulamentação esses meios, o governo não poderá ser acusado de estar “atentando contra a liberdade de imprensa”.
Além disso, cá entre nós, meios de massa no Brasil são mesmo TV e rádio. Jornais e revistas atingem parcela ínfima dos 135 milhões de cidadãos eleitores brasileiros. São, literalmente, “tigres de papel” com quem não vale o desgate de brigar.
Também boa a priorização dos temas Plano Nacional de Banda Larga e PL-116 (ex-29). Implementar o primeiro e aprovar o segundo é mesmo o mais importante no momento, até para limpar a agenda, a fim de concentrar esforços na dura batalha que será a do novo marco regulátório da mídia.

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