Fonte de risadas

Sinceramente, nos últimos meses, tenho pensado, recorrentemente, em voltar a cancelar minha assinatura do Globo (já cancelei uma vez, em 2009). Não o fiz durante a campanha eleitoral porque queria ver até onde ia a parcialidade da cobertura. Depois do fim da campanha, entrei de férias, uma coisa e outra, e aí decidi cancelar só no início de 2011. No entanto, periga não fazê-lo mais. Afinal, acabaria por me privar das hilárias bobagens – como a do post abaixo – que o jornal fornece para meu deleite, e de outros leitores também tenho certeza. Ok, 60 pratas por mês é meio caro para um jornal humorístico, mesmo diário. Mas, que diabo!, como dizia minha avó Sinhá, “mais vale um gosto que seis tostões”, não é?

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6 comentários sobre “Fonte de risadas

  1. Entendo e apoio o que vc sente. Só não consegui abrir o post aqui no trabalho. Fica para mais tarde. Abs.

  2. Acrescentando: deu para perceber que a receptividade dos leitores do Globo ao caderno sobre a era Lula não foi positiva. Hoje foram publicadas apenas quatro cartas elogiosas. Ou o trabalho de 24 páginas foi ignorado, ou foi muuuito detonado, e O Globo censurou as manifestações. Uma delas, aliás, estou enviando desde domingo, até agora sem sucesso. Aproveito, então, para postar no Coleguinhas, Uni-vos!. Segue.
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    Chocante a edição do Globo de hoje sobre o Governo Lula. O caderno espec ial se refere ao presidente como ‘mito’ e ‘fenômeno’ e, em 24 páginas, destaca o que vê como resultados negativos. O que é positivo, invariavelmente, vem acompanhado de um ‘mas’, ‘porém’, ‘contudo’, ’apesar’, e por aí vai.
    Não há governo sem erros. E o governo Lula também errou. Mas os 87% de aprovação têm que ser respeitados. Por que O Globo não faz como o Estadão e assume publicamente que é e continuará sendo um jornal de oposição ao governo? Creio que a população, dessa forma, passará a entender melhor o que lê neste jornal.
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  3. Mudando de assunto, olha o que passou escondidinho na “MP da Copa do Mundo” sancionada hoje como Lei 12.350: (Será que vai ter debate na imprensa????)
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    II – a compensação fiscal consiste na apuração do valor correspondente a 0,8 (oito décimos) do resultado da multiplicação de 100% (cem por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) do tempo, respectivamente, das inserções e das transmissões em bloco, pelo preço do espaço comercializável comprovadamente vigente, assim considerado aquele divulgado pelas emissoras de rádio e televisão por intermédio de tabela pública de preços de veiculação de publicidade, atendidas as disposições regulamentares e as condições de que trata o § 2o-A;

    III – o valor apurado na forma do inciso II poderá ser deduzido do lucro líquido para efeito de determinação do lucro real, na apuração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), inclusive da base de cálculo dos recolhimentos mensais previstos na legislação fiscal (art. 2o da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996), bem como da base de cálculo do lucro presumido.

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    § 2o-A. A aplicação das tabelas públicas de preços de veiculação de publicidade, para fins de compensação fiscal, deverá atender ao seguinte:

    I – deverá ser apurada mensalmente a variação percentual entre a soma dos preços efetivamente praticados, assim considerados os valores devidos às emissoras de rádio e televisão pelas veiculações comerciais locais, e o correspondente a 0,8 (oito décimos) da soma dos respectivos preços constantes da tabela pública de veiculação de publicidade;

    II – a variação percentual apurada no inciso I deverá ser deduzida dos preços constantes da tabela pública a que se refere o inciso II do § 1o.

    § 3o No caso de microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições (Simples Nacional), o valor integral da compensação fiscal apurado na forma do inciso II do § 1o será deduzido da base de cálculo de imposto e contribuições federais devidos pela emissora, seguindo os critérios definidos pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN).” (NR)

    • Entendi apenas o geral, Chia – que rádios e TVs vão ter ganhos muito legais nas transmissões da Copa, via renúncia fiscal. Mas dava para traduzir pro português?

      • Nada disso, meu caro. As rádios e TVs garantiram uma mega isenção fiscal pela transmissão de propaganda eleitoral. Uma isenção que já tinha sido tentada na reforma eleitoral de 2009, mas que acabou barrada. Agora entrou.

        • Mas rádios e TVs já são remuneradas pelo horário eleitoral – que é gratuito para os partidos, mas não para os veículos – e as tabelas usadas para o pagamento são as de publicidade cheias. Quer dizer que, agora, além de remuneradas, elas não vão precisar pagar impostos sobre a remuneração? É isso?

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