Descendo pela esquerda

As declarações de Marina Silva já deixam ver que ela começa a descer da copa da árvore em que subiu após o primeiro turno das eleições. E a descida tende a ser pelos galhos da esquerda.

A ex-candidata do PV está mostrando decepcionada com a atitude dos verdes querem fechar com os tucanos em troca de cargos em um eventual governo Serra. Não há razão para essa decepção. Afinal, Marina está longe de ser ingênua e sabe muito bem que o PV não é exatamente um partido, parecendo mais um amontoado de pessoas, algumas bem intencionadas e muitas nem tanto.

Dentre essas últimas, contam muitos paulistas, como Fábio Feldman e Eduardo Gianetti, que formaram a base operacional da campanha verde e são egressos do tucanato. Claro está que vão voltar para junto dos seus tão rápido quanto possam.

A questão é saber se Marina vai se juntar a eles na campanha de Serra – e a César Maia, Jorge Borhausen e outros demos. Pelo que tem dado a entender, porém, a ex-candidata verde parece estar pensando em sua biografia e no futuro de sua liderança e por isso olha com menos ojeriza o campo da esquerda mais ortodoxa.

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