Voltando as costas

Falando em Oinegue, ele e outros coleguinhas – G.C ( Globo), A.M. e R.V (Folha), L.C (Estadão), por exemplo – deveriam refletir sobre o destino do Hélio Costa nessa eleição.

Não sei se todos eles têm idade para terem acompanhado a carreira de Costa, como eu. Ainda me lembro quando ele era o correspondente do Fantástico nos EUA, na década de 70, e como usou essa celebridade pública para construir a carreira política em Minas, sem nunca esquecer seus patrões, os Marinho, e seus interesses, que defendeu com afinco no Ministério das Comunicações, barrando ou dificultando muito diretrizes do próprio governo, como a criação da Ancinav, a instalação da Confecom e a constituição do PNBL e da Telebrás.

Essa dedicada colaboração, porém, foi esquecida pelo patronato, que não lhe deu qualquer mãozinha na eleição, na qual também foi jogado rapidamente ao mar pelo N-D, que o marcou exatamente por ele ter dificultado a implementação de ideias defendidas pelo governo. Assim, caros colegas, mesmo que vocês não queiram seguir a carreira política, é bom lembrar que, mesmo que cumpram cegamente as ordens dos “barões da mídia”, estes não hesitarão em puxar-lhes o tapete se assim lhes for conveniente e, nessa hora, não haverá ninguém para lhes dar a mão.

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2 comentários sobre “Voltando as costas

  1. Infelizmente, ainda não foi desta vez que Miro Teixeira teve o mesmo destino.

    • Você pode não acreditar, Marcos, mas tem colegunha que é encantado pelo Miro por ele ser um paladino da “liberdade de imprensa”. Juro! Não tô sacanagem, não!

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