O perigo baiano

O grande problema para Dilma, nessa reta final, foi criado por ela mesma e reside na Bahia. Onde raios estava com a cabeça a candidata do governo ao declarar seu apoio explícito a Jacques Wagner a duas semanas do pleito? Caramba, o sujeito já estava em primeiro, com mais de 60% das intenções de voto – praticamente eleito, portanto -, enquanto o outro candidato aliado, Geddel Vieira, amargava um distante terceiro lugar com 15%. O coitado já estava mais por baixo que carpete e ainda toma esse passa-fora público? Tinha que ficar magoado mesmo, né?

O perigo para Dilma é que essa mágoa transforme-se em corpo mole – ou, pior, pedido de votos para Marina – aos 45 do segundo tempo. A Bahia, é sempre bom lembrar, é o quatro colégio eleitoral do país e, numa eleição apertada, a perda de votos lá pode fazer uma baita diferença.

4 comentários sobre “O perigo baiano

  1. Mas será que o Gedel não se queimaria em virtude da popularidade do Lula na Bahia?
    abração

  2. Oi Mano!
    Olha, posso estar enganada, mas nem que a Dilma saisse abraçada com a negona da bahia – a candidata Olivia do PC do B, ela perderia. Os baianos adoram o Lula! o que ele disser, nego vota.
    Na Marina só vai votar quem é evangélico, por força da religião, e os petistas classe media media revoltados.

    • Pode ser, mana. Ainda assim, é gente à beça, o suficiente para levar ao segundo turno, embora não para evitar um a vitória no segundo.

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