A cidadania vista das redações

Alto Conselheiro faz um comentário bem pertinente nesse caso e que completa bem o post abaixo. Lembra ele que todas as matérias investigativas sobre políticos que têm padrão de vida alto demais para os “cargos de sacrifício” que ocupam apresentam, umas mais, outra menos, violações de sigilo fiscal dos investigados.

Algumas vezes – naquelas em que não dá para esconder – essas violações são até admitidas sob a rubrica “fontes da Receita” ou “investigações da Receita” a que o jornal X teve acesso. Isso acontece porque há, em todas das redações, coleguinhas aos quais é só dar o CPF de alguém que, pouco tempo depois, ele vem com a ficha completa do sujeito ou da sujeita. O Amaury Ribeiro era (é) um desses coleguinhas.

Portanto, ficamos combinados assim: em se tratando do jornalismo brasileiro, a privacidade e a cidadania vale apenas para aqueles contra quem o veículo e/ou o coleguinha nada têm contra ou têm muito a favor. Qualquer outra pessoa contra a qual pese algum tipo de suspeita, por motivos justos ou não – ou, então, não tenha a mesma opinião do coleguinhas e/ou veículo – não têm direito a elas.

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Um comentário sobre “A cidadania vista das redações

  1. É complicado.

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