Merchandising pode ser jornalismo?

Previ algumas vezes para jovens colegas (e para alguns nem tão jovens assim) que, ao me aposentar, em 2023, o jornalismo brasileiro terá menos de 50% de credibilidade – hoje, como você pode lembrar aqui, é de 60%.

É mais uma previsão que errarei. A credibilidade cairá abaixo da metade bem antes de eu partir para o meu “otium cum dignitate”. Ações inacreditáveis como a que leva à pergunta do título – cujos parceiros vocês podem ver aqui – farão o trabalho muito mais rapidamente.  Até por que haverá alguns cínicos a afirmar que esse tipo de associação não afetará a “independência do jornalismo”.

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5 comentários sobre “Merchandising pode ser jornalismo?

  1. Lembrei da cerveja sem alcóol que o Juca Kfouri anuncia no programa da noite na CBN: “cerveja como. Como tem canastrão fazendo merchan na televisão”.

    “Felomenal” essa invenção do JN. realmente a credibilidade está indo pro brejo.

    abraços

  2. E amigos meus não veem nada demais nisso. “Há coisas mais importantes a se preocupar”. “Isso é só patrocínio, sem isso o JNjamais conseguiria ir a todas as cidades” etc.

    Aliás, o Joelmir Beting não foi demitido da Globo por fazer propaganda do… Bradesco?

    • Esse seus amigos são formados em jornalismo, Raphael? Em caso positivo, eles exercem a profissão? Em caso positivo, poderia perguntar a eles o que é mais importante do que ter um patrocinador dentro do jornal (e sem conhecimento do público) e não no espaço do intervalo publicitário, que deveria pagar a ida do JN às cidades etc? No fim um lembrete para eles, vindo de minha avó Sinhá: “Quem paga, manda”.

  3. Ainda bem que não eram formados em jornalismo. Mas ainda não deixa de ser grave…

    • É, mas entra na rubrica “analfabetismo político”, mencionada pelo Brecht.

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