Eleição 2010: para onde vão os barões e o FHC

“Para onde vamos?”, o falado artigo de FHC (aqui para quem tem um saco de filó parecido com o meu) no qual o “príncipe dos sociólogos brasileiros” chamou o Nove-Dedos de subPerón, já teve um monte de comentários. Aqui vão os meus, centrados em  dois recados que me pareceram claros:

1. Dos “barões” para Serra: FHC xingar N-D não chega a ser novidade – nem mesmo o tom duro é. A diferença é a atenção que os jornais estão dando a mais essa catilinária do cada vez mais ex-presidente. Ao fazer isso, eles dizem “olhem só! Isso é que é oposição! Não é esse bando de mocorongo que tem medo de encarar aquele sapo barbudo só porque ele tem quase 80% de popularidade!”. Não custa lembrar que o artigo de FHC vem após surtos dos colunistas-amestrados tucanos como Dona Míriam, Merval e Tia Suely, que, obviamente, não abalaram a convicção de Serra de que tem que esperar o máximo para definir se vai ou não arriscar mais uma candidatura à Presidência.  Os “barões da mídia” apostam que Serra, agora, terá que ser mais agressivo com N-D. No entanto, quatro dias já se passaram da publicação do artigo e o governador de São Paulo ainda se mostra rouco de tanto ficar calado.

2. De FHC para Aécio: FHC sabe que a ideia de N-D é comparar o seu governo com o do antecessor, o que, também sabe esse antecessor, que seria desastroso para os candidatos tucanos. Aécio Neves concorda com essa análise e já se anunciou como um “pós-Lula” (e repete o conceito na entrevista à Carta Capital desta semana), mostrando que não tem a menor vontade de ser fiador de massa falida. Dando piti, FHC avisa que abandoná-lo à própria sorte é abandonar o PSDB, compor com o inimigo, um ato de traição, e que não aceitará isso calado.

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2 comentários sobre “Eleição 2010: para onde vão os barões e o FHC

  1. E onde anda o Imperador/presidente Zé Pedágio?

  2. Por falar em “ato de traição”, agora que o próprio Azeredo iguala sua situação à de Lula em relação ao Mensalão, será que os jornalões e a Veja vão dar manchetes dizendo que é impossível Azeredo “não saber de nada”? Que é cinismo dele dizer que não sabe de nada? Que é “óbvio” que ele sabia muito bem? Ahm?

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