Mercado: o drama da Folha

A Record não exagerou sobre a queda da Folha de São Paulo. Consultei um amigo enfronhado nessas coisas de circulação de jornais e ele abriu os números. Em setembro, a Folha vendeu, em média (segunda a domingo), 295.482 exemplares, sendo 275.397 assinaturas, enquanto, no mesmo mês de 2008, a circulação fora de 306.263 (- 3,52%), com 284.043 assinaturas (- 3,05%).

Pior, muito pior, porém, foi o desempenho nas bancas. O jornal dos Frias vendeu, em setembro deste ano, míseros 5.573 exemplares, uma queda de 5,72% em relação a agosto e incríveis 23,22% a menos em relação a setembro de 2008. Esses números indicam que aqueles 8.646 caboclos que cancelaram as assinaturas ou não leem mais o jornal mesmo, ou a queda de venda em banca foi ainda mais brutal. Ah! E olha que a Folha ainda usou anabolizante em setembro: aos domingos, vendeu junto do jornal a coleção Grandes Museus do Mundo.

Para se ter uma ideia do drama folhal nas bancas, os concorrentes venderam muito mais nesse ponto de comercialização: Estadão, 13.846 (ainda assim uma queda de 3,17 em relação a setembro do ano passado) e O Globo, 13.756 (bela subida de 23,63% em relação ao mesmo mês de 2008).

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2 comentários sobre “Mercado: o drama da Folha

  1. Caiu a circulação como de todos os outros meios. Graças à desastrosa e corrupta gestão petista, o Brasil quebrou!

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