Sem surpresa

   A Folha acha que a ditadura militar brasileira não foi dura, mas branda. Não sabia dessa opinião folhosa? Nem eu, até ser alertado pelo Alto Conselheiro Perret. Leia tudo sobre o caso (que também vai para o KofK deste ano) aqui.

   Mas, antes, para ficar bem “inserido no contexto” (era expressão-ônibus – cabia tudo dentro – dos anos 70), saiba que a Folha da Tarde, do grupo Folha (ora ora) era conhecido naqueles negros tempos(ou cinzas, na pior das hipóteses, na opinião dos Frias) como o “jornal de maior tiragem do país” – por que os matadores e torturadores (todos brandos, bem entendido) da Operação Bandeirantes (Oban) usavam as picapes do jornal para fazer o seu “trabalho” e, nas horas vagas, escreviam matérias para o diário nas quais faziam circular as versões dos assassinatos que cometiam (Brandamente! Brandamente!). Mais detalhes no capítulo 4 do livro “Cães de guarda – Jornalistas e censores, do AI-5 à Constitução de 1988”, de Beatriz Kushnir (aqui).

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