Assassinato de jornalistas e do jornalismo

   Diversas associações demonstraram sua justa indignação com o assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, em São Paulo. Espera-se, agora, que notas oficiais sejam disparadas também contra a direção da Meio&Mensagem, que demitiu o coleguinha Costabile Nicoleta, editor do veículo, por ele ter ter publicado um box sobre o apoio de Octavio Frias à ditadura militar instalada em 64, na matéria sobre a morte do dono da Folha de São Paulo.
   Seria importante uma posição forte dessas associações que defendem a liberdade de imprensa sobre o caso de Nicoleta. Afinal, muitos jornalistas são mortos, mas o jornalismo consegue sobreviver. Não há tanta certeza de que ele consiga superar o estrangulamento das idéias e o crescimento viçoso da auto-censura.